01/10/2014 16h22 - Atualizado em 01/10/2014 16h22

Com telhado em diagonal, casa na Polônia se destaca

Em função de tal requisito, a dupla polonesa tinha à disposição apenas um canto do lote para erguer a construção, bem ao lado da propriedade vizinha

Com telhado em diagonal, casa na Polônia se destaca
FOTOS BARTEK ARENDT/ DIVULGAÇÃO

O desafio era grande: construir uma casa em um terreno de 2.000 m², no alto do vale de um rio, rodeado de colinas e em uma região campestre, que atendesse às exigências das leis de zoneamento locais – entre elas, qualquer construção deve ficar a, pelo menos, 100 m da margem do rio. “Tínhamos também de respeitar as regras com relação à aparência das residências, que deveria refletir o estilo rural, com telhado inclinado num ângulo determinado”, diz Bartek Arendt, arquiteto responsável pelo projeto desta morada próxima ao rio Radunia, noroeste da Polônia, com o também arquiteto Kasia Bedra.

Em função de tal requisito, a dupla polonesa tinha à disposição apenas um canto do lote para erguer a construção, bem ao lado da propriedade vizinha. Então, o conceito do projeto se baseou em um celeiro. Ainda assim, era preciso atentar para que a a cumeeira do telhado ficasse alinhada com a direção da rua – outra exigência local –, e fosse aproveitado ao máximo a incidência de luz solar e a paisagem. “Conseguimos o melhor uso das condições naturais girando a casa na direção noroeste em 34,25 graus em relação ao telhado original. Com isso, o imóvel ficou com o telhado diagonal, resultando numa forma que tem um quê de abstrata”, acrescenta Arendt.

Um celeiro inusitado (Foto: Bartek Arendt/ Divulgação)



Com o projeto bem definido, foi possível garantir que os cômodos recebessem boa insolação e ao mesmo tempo os moradores pudessem dispor de espaços externos com incidência solar, a fim de plantar frutas e legumes – um dos pedidos feitos inicialmente à dupla de arquitetos.  “Alocamos os quartos nas faces sul e leste, para que peguem o sol da manhã. À tarde, ele incide nas áreas sociais, que se voltam para a paisagem do vale, nos sentidos norte e oeste”, diz Arendt.

A área interna de 276 m² se divide em dois andares. No piso superior, os três quartos e dois banheiros se distribuem ao longo de um corredor em “L” que forma uma espécie de mezanino sobre a sala de jantar com pé-direito duplo. Nesta grande passagem, as paredes funcionam como telas imensas para a exposição das obras de arte colecionadas pelo casal. No pavimento inferior, além da área de refeições, há sala de estar e cozinha integrada. A ausência de paredes separando os ambientes do térreo privilegia o convívio entre os moradores e os visitantes. Na fachada, tijolos de concreto acinzentados contribuem com a simplicidade estética da construção, e a  cobertura de placas metálicas no telhado dá unidade visual ao conjunto.

Um celeiro inusitado (Foto: Bartek Arendt/ Divulgação)

 

Um celeiro inusitado (Foto: Bartek Arendt/ Divulgação)

 

Um celeiro inusitado (Foto: Bartek Arendt/ Divulgação)

 

Um celeiro inusitado (Foto: Bartek Arendt/ Divulgação)

 

Um celeiro inusitado (Foto: Bartek Arendt/ Divulgação)

 

Um celeiro inusitado (Foto: Bartek Arendt/ Divulgação)

 

Um celeiro inusitado (Foto: Bartek Arendt/ Divulgação)

 

Um celeiro inusitado (Foto: Bartek Arendt/ Divulgação)

 

Um celeiro inusitado (Foto: Bartek Arendt/ Divulgação)

 

Um celeiro inusitado (Foto: Bartek Arendt/ Divulgação)

Via Casa Vogue

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